quarta-feira, 12 de agosto de 2009

RAZÃO

1 – O Velho: a Raiz da Razão.

E o homem escutou um grande e confuso estrondo, que vinha de algum lugar distante, muito distante... No tempo e no espaço. Depois do susto, ficou mais atento – antes que o som cessasse definitivamente; e aí percebeu que o grande som fazia parte de um também imenso conjunto de pequenos sons que, misturados, produziram aquela imensidão sonora. Eloquente, procurou reproduzir o som para aqueles que estavam mais distantes, e estes, curiosos, perguntavam: o que foi isso?... Sua descrição falava do todo – achava que não podia perder tempo em explicar os outros pequenos sons que constituíam o todo; o tempo urge, pensava ele, e o som se esvai. O estrondo impressionara-o deveras.E a história foi sendo reproduzida para muitos outros; mas sempre a partir daquele que primeiro a ouviu. Mas toda a história contada a muitos, parece que ganha pernas; ao ponto, às vazes, de não ser nem mais a mesma história, guardando da original alguns pequenos traços incertos de um remoto parentesco. Duvidaram – alguns muito veementemente – se de fato o já agora velho senhor teria ouvido mesmo o grande som; ou, se na verdade, por alguma razão qualquer, ficou atento somente ao aspecto mais barulhento do som, esquecendo-se de deixar o ouvido perceber os milhares ruídos menores, que não só faziam parte do som maior, mas, na verdade, competiam com ele o grau de importância na acústica daquele momento do passado, onde o barulho tão polêmico foi produzido.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Modernidade

No século XVIII (o Século das Luzes), o Ocidente inventou a Modernidade. A Razão passou a imperar nas escolhas e decisões de intelectuais de vários setores da sociedade. Tivemos um revés no início do séc. XIX, é verdade, com o Romantismo, onde a subjetividade competiu com a objetividade. Mas Marx nos recupera.

“Se existe uma alma, ela está fadada a se impregnar de matéria” (K. Marx).

Este é o “espírito” deste Blog, discutir a Modernidade, a Racionalidade e as suas Antíteses (contradições perfeitas) e seus Paradoxos (digamos, contradições “confusas”).

Se “o homem moderno matou Deus” no séc. XVIII, segundo Nietzsche; agora, a partir da 2ª ½ do XX, muitos querem matar as Luzes. É o Pós-Modernismo. Será que vivemos um ambiente Antagônico à Modernidade, uma espécie de “Condição Pós-Moderna”, como afirmara alguém recentemente? Ou, simplesmente, trata-se de um aspecto da própria modernidade; uma disfunção; uma contradição imperfeita? O fato é que, existe uma briga, surda ainda para o senso comum, entre Modernidade e Pós-Modernidade. E, entre mortos e feridos, quem sairá perdendo ou ganhando? Espero que a Racionalidade se encontre neste último caso.

Por isso, considero-me prenhe e impregnado de uma Modernidade Racional – desculpem-me o pleonasmo, a intenção é a veemência!...